segunda-feira, 12 de março de 2012

CALAMIDADE PÚBLICA DA ALMA


Calamidade pública é uma expressão banal por demais conhecida e usada. Desaba uma enchente e o governo decreta "estado de calamidade pública". Um terremoto sacode o país, fazendo vítimas e o governo, também, baixa o decreto de calamidade pública.

A incredulidade é um estado de calamidade pública da alma. A fé é um dom, uma graça. Acreditar é um privilegio. O mundo está cheio de céticos, amargos, descrentes. Pessoas que um dia acreditaram, e já não mais crêem. Pessoas que nunca acreditaram e nem querem acreditar. Pessoas que se esforçam por acreditar e não conseguem.

"To be or not to be", dizia Shakespeare. Ser ou não ser, eis a questão. Esta expressão já está meio gasta de tão usada e repetida. Mas gostaria de lembrá-la aplicando um enfoque diferente: "ser ou não ser de Cristo", eis a questão. Crer ou não crer, eis o problema. Esperar ou não mais confiar na terapia redentora que brota do Calvário e da Ressurreição.

Temos um Pai que nos ama, que vela por nós. Esta é uma realidade consoladora que ilumina nossa existência. Somos todos irmãos em Jesus, o Salvador. Sua morte e ressurreição deu-nos vida, deu-nos substância e sentido, prefaciando a nossa própria ressurreição.


Arcebispo Paulo Garcia

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Igreja Episcopal Carismática do Brasil • Paróquia Betesda

Rua Catulo da Paixão Cearense, Nº 350, Jardim Atlântico, Olinda - PE
paroquiabetesda@gmail.com