domingo, 19 de dezembro de 2010

O perigo da Neutralidade

Há muitos anos ouvi um sermão antológico, pregado pelo Rev. Enéas Tognini, um dos mais extraordinários homens de Deus no Brasil, que tinha o título acima. No mesmo, Tognini abordava o exemplo de Obadias, que, preferiu ficar “em cima do muro” a fim de preservar a sua própria vida. Em brilhante exposição bíblica, ele, o pregador, nos mostrou que há momentos na vida em que o silêncio é apenas amarelo e não ouro.

Nos dias atuais, e penso que de agora em diante assim será, a Igreja do Senhor Jesus Cristo será chamada a posicionar-se diante das grandes questões existentes no mundo. Ela não pode sob hipótese alguma ficar calada diante dos desafios de um Apocalipse ambiental, ético, eclesiástico, etc. Mais uma vez a história nos chama a um posicionamento que foge do cômodo políticamente correto, de uma “diplomacia” que na verdade esconde ausência de convicções ou mesmo medo.

Fiz essa reflexão a partir do pedido que me foi feito para escrever uma opinião breve sobre o PL 122/06. Depois de muito pensar, concluí que não era hora de “respeitos humanos”, acomodações, conveniências, mas, de convicções explícitas e objetivas.

Há um turbilhão de vozes no mundo hoje. As opiniões são as mais diversas, e, em muitos casos, a liderança cristã evangélica, tem optado pelo conforto e comodismo a fim de não por em risco o “Ibope”. Dr. John Stott afirma que “ou o pregador é fiel ou é popular”. Não dá para harmonizar as coisas. Não é o que o mundo quer ouvir, mas o que o mundo precisa ouvir. Claro, com amor, compaixão e misericórdia, que são traços fundamentais do caráter de Deus.

É hora de botar a face para apanhar!

É hora de se proclamar a fé que se tem. Hora de sair do comodismo dos templos e invadir a rua num profetismo denunciador, que confronte estruturas, leis e governantes com a Palavra de Deus. Temos que alinhar com o Profeta Isaías quando afirma no capítulo 5 do seu livro: “Ai dos que promulgam leis injustas”. É um repto contra o estar “em cima do muro”.

A história gloriosa da Igreja de Jesus Cristo, não foi feita com conveniências mas com convicções. Gente de Deus foi morta, presa, torturada, perseguida e ainda o é, pela coragem sublime de dizer que à luz da Bíblia, o certo é certo e o errado é errado.

Temos um eixo existencial: A BIBLIA SAGRADA, A PALAVRA DE DEUS!

Sejamos fieis e ELE, o Senhor, nos honrará.

Meu abraço em Cristo Jesus.

Alexandre Ximenes+ Dom Alexandre Ximenes

Bispo da Catedral Reconciliação - Igreja Episcopal Carismática
em Boa Viagem - Recife -PE.

Publicado em no www.blogdoangelo.com/o-perigo-da-neutralidade

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