sexta-feira, 7 de maio de 2010

PERDÂO

Em um diálogo que Pedro teve com Jesus, narrado em Mateus 18:21-35, Pedro perguntou: "Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe?.. Até setenta vezes sete, respondeu Jesus". Certamente, Jesus não colocou um limite numérico de setenta vezes sete (490 vezes), mas Ele quis demonstrar com essa resposta que deveremos ter sempre disposição para perdoar. Diante disso, destacam-se dois aspectos do perdão:

O OUE NÃO É PERDÃO:
  1. Perdoar não é esquecerHá pessoas que realmente perdoam, mas não conseguem esquecer mentalmente e, por isso, acham que realmente nunca perdoaram. A mente humana é capaz de registrar 800 recordações por segundo durante 75 anos, sem falhar. Na verdade nunca esquecemos nada. Achamos que sim, mas na realidade aquilo que aconteceu conosco está arquivado para sempre em nossas mentes. Por isso é necessário se fazer a distinção entre esquecimento emocional e mental. Lembrar a ofensa de tal modo que ela continue a afetar o relacionamento emocional, não é perdoar. Porém, lembrar a ofensa como um fato consumado, sem significado ou efeito negativo em meu relacionamento, é perdoar.
  2. Perdão não é sentimentoDeus nos dá uma ordem "Perdoai-vos mutuamente..." (CL 3:13). As vezes somos manipulados por nossas emoções e sentimentos. Eu também não senti vontade de perdoar meu amigo; afinal de contas, ele me feriu, ele deve me pagar! Mesmo com o orgulho tentando me impedir, a ordem de Deus precisa ser obedecida. Perdão é um ato de fé baseado na ordem de Deus.
  3. Perdoar não é voltar ao passadoSempre que voltamos a pensar no que aconteceu, continuamos alimentando um ressentimento, uma amargura. Trazer o passado de volta é trazer uma força destrutiva, pois não há nada que se possa fazer para mudar algo que já aconteceu, além' disso, utiliza a energia emocional que a pessoa necessita para as exigência do dia-a-dia, tomando-se extremamente difícil a pessoa realizar mudanças em sua vida. Há pessoas sendo destruídas pelo passado.
  4. Perdoar não é exigir mudançasVocê talvez tenha sido profundamente machucado, ferido. Talvez já tenha passado pela sua mente o desejo de ver mudanças na vida da pessoa, antes de perdoa-la. Mas, pondere o fato - Jesus perdoou mesmo sabendo de antemão que seria humilhado e ferido. Deus quer que você perdoe, mesmo que haja mudança da parte da pessoa que o feriu. Quando exigimos mudanças na vida de uma pessoa, nos colocamos no papel de juiz.
O QUE É PERDÃO:


  1. A dificuldade do perdãoCreio que uma das coisas mais difíceis na vida cristã é perdoar especialmente quando fomos profundamente feridos. Mas, mesmo assim, é isso que Deus quer. Você já meditou atentamente no quanto custou para Deus perdoar a você e a mim? O Seu Filho! Que alto preço! Perdoar vai custar seu orgulho. É não exigir seus direitos, é deixar a pessoa livre, nada devendo. É não querer que a pessoa pague pelo seu pecado.
  2. Perdão é consideraçãoÉ tirar os olhos de si mesmo, de sua dor, de sua autocomiseração. É dar amor quando o outro espera ódio. É dar compreensão quando espera raiva, vingança. É dar liberdade quando merece punição. É recusar buscar sua própria vontade. Para que haja esta reação é preciso tempo, é preciso permitir que o Espírito Santo faça sua obra de restauração no coração e o preencha das graças generosas de Deus.
 "Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano. Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado." (SL 32: 1-5)

As conseqüências de não perdoar serão desastrosas...

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